Um oferecimento do Instituto Oceana de Tecnologia do Desenvolvimento Humano

Qual é o maior tabu dos relacionamentos conjugais? Você sabe?

Qual é o maior tabu dos relacionamentos conjugais? Você sabe?

Segundo o tio Aurélio (lê-se dicionário), tabu pode ser definido como “instituição religiosa que, atribuindo caráter sagrado a um objeto ou ser, proíbe qualquer contato com eles e até mesmo referência a eles. Um objeto, uma pessoa ou um lugar proibidos por uma lei ou cultura.” Ou seja, aquilo que não pode ser falado ou tocado. Um exemplo: Voldemort para os fãs de Harry Potter ou o Demônio para os mais religiosos.

Tabus geralmente causam até um frio na espinha quando se toca no assunto. Mas não só instituições religiosas criam um tabu, como tio Aurélio explicou, a sociedade quando não entende sobre algum assunto, lugar, objeto ou pessoa, desenvolve seu próprio tabu, até que aos poucos, quando melhor entendido, deixa de ser. Câncer já foi um tabu, pergunte só para a sua avó ou avô. Antigamente quando alguém tinha câncer, os outros comentavam como “aquela doença”. A morte é um tabu até hoje, causa medo, frio na espinha porque ainda não temos explicações científicas concretas para o depois dela.

Agora que ficamos mais cultos a respeito de tabu, vamos ao que interessa! No relacionamento, o que é que não pode ser falado? O que é que é proibido?

Que tabu é esse?

sexoNada mais lógico e óbvio do que pensar na palavras SEXO. Afinal, a nossa intimidade não pode ser jogada aos quatro ventos. O momento do sexo envolve conhecimento de si, do outro, as vezes envolve medo e sempre envolve muitos pensamentos. Além disso, em algumas culturas e religiões, o sexo é tratado como o pecado da carne onde dois corpos sagrados estão ali, nus (ou não), vulneráveis um ao outro.

É! O sexo já foi um tabu. Antes do casamento então era algo que não se contava para ninguém. E quando a mulher ficava grávida antes de casar? A igreja expulsava e era uma desonra para a família. Hoje passa na TV, tem aulas de educação sexual na escola para pré-adolescentes de 11 anos e a informação que encontramos na internet sabemos TUDO e mais um pouco sobre sexo.

Existe algo que é mais tabu do que sexo, que deixa mais vulnerável do que pessoas nuas, é uma palavra que assusta quando falada, portanto, só em casos extremos entramos nesse mérito. E para não assustar muito vou escrever pequenininho sobre o que estamos falando…

LEIA TAMBÉM:  Como o Google Pode Roubar Sua Paz?

Dinheiro

tiopatinhasComo é difícil falar sobre isso no relacionamento conjugal, minha gente! Conheci pessoas que na falta desse “danado” não pediam para o parceiro nem para comprar um shampoo. Porque falar sobre isso é um tabu!  Para suavizar um pouco a tensão do assunto vamos chama-lo de dindin ou bufunfa.

As pessoas ficam anos juntas, mas uma não sabe quanto a outra ganha, quanto a outra gasta. A vezes o tabu é tanto que a pessoa não sabe nem quanto ela mesmo gasta. Sabe por que? Tio Aurélio já falou, crenças religiosas institucionalizaram a bufunfa como sendo sinônimo de pecado, proibido e ai de quem pensa e fala sobre isso! Então, se você não tiver coragem e sangue forte, pare de ler esse artigo! O conteúdo abaixo pode te causar sérias mudanças de paradigmas e é possível que seu relacionamento conjugal se transforme depois disso.

O problema é histórico

histórico

Já ouviu falar que o problema não é o dinheiro, é a falta dele? Pois é! Ter ou não ter, eis a questão! Na realidade o problema começa em como nossa sociedade foi educada para questões financeiras. Acontece que não foi! Pessoas que tem idade para estarem envolvidas em um “relacionamento sério” hoje, em sua maioria não tiveram uma educação financeira. Os pais não falavam sobre isso, a não ser quando faltava para pedir para economizar. E uma boa parte da população cresceu pedindo as coisas e ouvindo como resposta “Eu não tenho dinheiro para te dar isso”.

Isso acontece porque na geração baby boomers (1946-1964) e a geração X (1965-1979), fase em que nossos pais nasceram e cresceram, o grau escolar deles não ia nem até a graduação. Então as condições de grande parcela da população não tinha condições de oferecer aos filhos, tudo que os queridinhos queriam.

Agora que já aprendemos um pouco de antropologia, no que isso afeta o relacionamento hoje?

O significado

Por conta da privação sofrida na infância, hoje quando conquistamos a tão querida independência financeira (guarde isso) tendemos a tombar para dois lados. OU poupamos demais para não faltar e poder ter outras coisas no futuro OU não poupamos nada e gastamos com qualquer coisa para provar para nós mesmos que não estamos mais sendo privados de nada.

As vezes “herdamos” dos nossos pais a forma de lidar com o dindin e de novo tombamos para OU fazer o oposto do que eles fazem por não concordar como era OU exatamente igual porque foi assim que a gente aprendeu.

LEIA TAMBÉM:  Como fazer um homem
se impressionar com você

E com isso, geramos no nosso interior uma série de fantasmas porque: Se eu economizo muito e o outro gasta muito, como vai ser quando casar? Se eu não concordo com o jeito da família do outro lidar com o dinheiro e ele concorda, como vamos fazer?

Pensamos, pensamos, pensamos e NUNCA, nunquinha conversamos com o outro sobre isso. E aí, só um milagre para resolver esse caso:

Independência financeira

independencia finanEssa aí soluciona todos os problemas! Ou não! Muita gente só casa quando os dois estão independentes financeiramente porque aí cada um cuida do seu e eu não preciso me preocupar! Okay! Lindo! Tudo bem pensar assim, mas não temos bola de cristal e se (jogando uma hipótese muito remota porque ficamos na mesma empresa até aposentar, não é mesmo?) em um dia de inverno um dos dois fica sem emprego? Se não investiu na bolsa ou guardou uma gorda poupança, amigo, como faz?

Lembra da história que a cidadã não pediu bufunfa nem para comprar um shampoo? Foi isso que aconteceu. A independência financeira dela foi dar uma voltinha e deixou ela na mão. Eles nunca falavam sobre dinheiro, mesmo depois de 10 anos de casamento e não ia ser agora que isso ia mudar.

Agora eu me pergunto: Se fosse o marido dela sem money, será que ela ajudaria ele?

Agora eu pergunto outra coisa: O que significava essa independência financeira para ela que fez com que fosse uma vergonha admitir que não tinha dindin?

Essa INdependência financeira pode ser a solução para futuros problemas de relacionamento, mas reze para esse IN nunca ir embora. Seu futuro financeiro e amoroso pode estar nas mãos de um prefixo.

E se o IN for embora? Quem poderá nos defender?

Um outro IN

informaçãoA INformação! Primeiro passo começa por você. Estudar sobre como administrar sua grana pode ser uma conta fácil se souber como acontece na prática. O que eu ganho deve ser maior do que o que eu gasto e por aí vai. A gente tem que entender como o dinheiro funciona. Tudo bem falar DINHEIRO? a essa altura do campeonato acho que sim! Já superamos esse trauma. O que significa ter dinheiro? O que significa não ter dinheiro? O que significa ter menos dinheiro do que o outro?

LEIA TAMBÉM:  A Chave Número UM Para a Sua Liberdade

Depois entra o outro na jogada. A gente precisa se comunicar. Saber como o outro lida com o dinheiro, qual significado para ele, o que vocês podem construir juntos é um passo importante na construção do admirável mundo novo do casal. Até porque em algum momento vocês podem querer ter filhos e nesse caso, se cada um tiver pensando só em si, como faz? Cada um paga metade do colégio? Assim vocês vão ser sócios de uma criança e não pais dela.

Enquanto tivermos uma conta para pagar e cada um paga metade, somos sócios nas contas de luz, casa, internet e não um casal. Pensa comigo! Você tem R$1.000,00 e com isso não dá para fazer muita coisa hoje em dia com o preço alto de tudo. O outro tem os mesmos R$ 1.000,00. Enquanto está dividido, vocês continuam não podendo fazer muita coisa. Agora soma esse valor! R$ 2.000,00 já dá para fazer alguma coisa, vocês usam a mesma luz, mesma água…. A conta é de somar e não de dividir!

calculadoraAssim somamos oportunidades, talvez até viagens, compartilhamos dificuldades, multiplicamos aprendizados, subtraímos tabus e eu que não gostava de contas estou adorando falar sobre isso. Dinheiro deixa de ser um problema quando aprendemos a resolver a conta entre os significados que damos para esses números. Esse ainda é um tabu para você? O que você vai fazer para resolver essa equação?

 

Compartilhe...Tweet about this on TwitterShare on Google+Share on FacebookEmail this to someone

Eu me formei em Jornalismo porque queria mudar o mundo através da comunicação, e por isso sempre quis aprender cada vez mais. Descobri “sem querer” a PNL (Programação Neurolinguística) e o Meta-Coaching e percebi que poderia ir sempre além com o entendimento de como nossa mente, corpo e percepção do mundo funcionam. Aprendi que muitos de nossos problemas começam na forma que a gente se comunica com a gente mesmo, nas crenças que a gente tem sobre o outro. Enfim, a maioria dos conflitos está primeiro na nossa cabeça, depois que ele passa para a “vida real” e toma forma. Com isso, vi solução de muitos dos problemas que enfrentamos utilizando as técnicas que aprendi com a PNL e o Coaching para ajudar as pessoas a transformarem sua forma de comunicar e se relacionar com elas mesmas e o mundo.

Deixe Uma Resposta