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Juntar os trapos… Como é?

Juntar os trapos… Como é?

O primeiro ano de casamento, ahhhhh, o primeiro ano. O tão sonhado dormir e acordar ao seu lado depois de tanto esperar. Não precisar se preocupar com as horas, poder fazer as coisas juntos, dividir a vida…  

Opa, espera aí!

Rebobina a fita porque comigo não foi assim! Com você foi? Que desastre! Eu não sabia se queria matar ou se queria morrer, se expulsava de casa ou saía eu. Para que eu fui inventar de casar? Gastei um dinheirão e já quero divórcio.

Você está passando por isso? Já passou? Acha que isso pode acontecer com você?

É BEM PROVÁVEL QUE SIM

sim no altar

Quando você disse SIM (no altar ou não), estava dizendo sim para um investimento a dois e não para uma aposentadoria com garantias e estabilidades. O que acontece é que muitas pessoas, principalmente as mulheres, passam pelo sim com a imagem do “Felizes para sempre” dos filmes da Disney na cabeça como se ali, no altar, estivesse tudo ‘resolvido’. Mas a verdade é que é ali que começa. Não importa se você namorou 2 meses ou 10 anos antes de casar. É quando juntamos as escovas e os problemas que a gente conhece de verdade as pessoas.

ENTÃO NÃO SERVIU DE NADA O TEMPO DE NAMORO?

Serviu! Serviu para você conhecer BEM as qualidades do outro e também os defeitos mais evidentes (que sempre transparecem) ver se vale a pena investir em um casamento. Se depois de conhecer isso tudo você resolveu casar já é meio caminho andado! 50% concluído. Essa fase de namoro é importante para te lembrar nos momentos difíceis, quais foram as atitudes do outro que fizeram com que você decidisse passar o resto da vida com ela.

Então que explica esse problema todo que tenho passado?

AS BENDITAS DIFERENÇAS

opostos

Aposto que você já sabia disso. Não tão bem quanto está sabendo agora, mas é verdade. O que causa toda essa dificuldade de viver o início da nova vida do lado da pessoa que você escolheu são as benditas diferenças.  Estou falando das diferenças entre homens e mulheres (sexos OPOSTOS deve ter um motivo para chamar assim), mas principalmente por uma diferença que faz parte da vida de qualquer ser humano quando divide o mesmo tempo.

O MUNDO E A CULTURA

Exatamente! O mundo, o universo, o cosmos que o outro viveu até então é muito diferente do seu. O mundo que a gente cria na nossa cabeça, é único. Só a gente conhece. Você tem uma forma de viver que imagina ser o certo e aí entra alguém no seu mundo e você quer que essa pessoa faça parte disso do jeito que você imagina.  É aí que começa a morar um inquilino muito inconveniente. No mundo que você criou, tem um vizinho chamado Conflito e se você insistir em governar como general, seu vizinho não vai gostar disso e vai bater na sua porta todos os dias.

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Mas como isso acontece?

Na cabeça de um: No meu mundo, criei que uma vez casados nós íamos ver filme juntos todos os domingos depois de almoçar na minha mãe, já que quando a gente namorava saímos todo final de semana porque era o único tempo que a gente tinha junto.

mundo

Na cabeça do outro: No meu mundo, criei que quando eu casasse, eu ia ter mais tempo para ficar com meus amigos e jogar meu vídeo game, já que quando eu namorava eu só tinha o final de semana para estar junto, então tinha que abrir mão dessas coisas. Agora não! Agora posso fazer tudo que eu gosto nos finais de semana porque vou ter todos os outros dias do lado dela ou dele.

Uma vez que esse filme já aconteceu na cabeça dos dois, aparece uma criança mimada que chama Expectativa e, meu filho, minha filha, quando essa aí não é atendida… Sai debaixo! Ela chama a mãe, uma tal de Decepção que é BRAVA. Aí ela resolve aparecer faz um barulho danado e desperta quem? O Conflito! Isso mesmo!

Esse vizinho também desperta com a ajuda de uma professora que eu chamo de Cultura. Ela nos ensinou um conjunto de regras para que tudo no nosso mundo caminhasse na mais perfeita ordem. Essas regras começaram a ser ensinadas quando ainda éramos crianças e nossos pais (que eram os governantes da ordem nesse mundo) diziam: “Esse é o certo!”, “Se você fizer desse jeito vai acontecer isso ou aquilo”. Nesse momento fomos aprendendo essas regras e acrescentando mais coisas com nossa experiência. Quando casamos nós estamos barrotados delas que funcionam assim:

Na cabeça de um: A gente precisa entrar em casa sem o calçado porque ele está sujo da rua e enche a casa de bactérias. Eu nunca pude entrar em casa com calçado sujo da rua senão até apanhava.

Na cabeça de outro: Tem que criar anticorpos. Bactérias existem em qualquer lugar mesmo. No sapato, mas também nas mãos, na bolsa que a gente traz da rua, na roupa que a gente usa. Teríamos que tomar banho na varanda se a gente não quiser trazer bactéria para casa.

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E de novo quando no nosso mundo entra alguém de pé sujo aquela professora Cultura, que nos ensinou várias coisas fica chateadíssima porque tudo que ela ensinou foi por água abaixo e não há o que fazer com a pessoa do pé sujo. Afinal, ela também teve uma professora que ensinou diferente. Chateada, ela vai bater na porta do Conflito para resolver a situação. Expulsar o novo habitante, mostrar para ele que não é assim. Qualquer coisa, porque não dá para conviver com essas coisas.

Então não tem solução? Porque eu tenho o meu mundo e minha cultura, o outro também tem o dele. Como então fazer para aguentar essas benditas diferenças?

A CHAVE É FLEXIBILIDADE

flexibilidade

É natural que no início a gente não perceba o que faz acordar o Conflito, então mais reagimos do que agimos. É o jeito de guardar a roupa que está errado, é o tipo de comida que come, é a forma que lida com dinheiro (esse tópico dá mais um artigo que, fiquem tranquilos, eu ainda vou publicar), é a atenção que o outro dá quando está no computador ou vendo televisão… Enfim, são uma infinidade de coisas que não apareceram na fase do namoro porque só se descobre quando a gente convive 24 horas do nosso dia com o outro. Não tem outra maneira! E diferente de como acontece quando moramos com os pais, não há uma hierarquia, a cultura e o mundo tem que ser feitos juntos e é aí que está a porta para você abrir com a chave da flexibilidade e olhar as coisas por um outro ângulo.

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

construir

Já sabendo que quando a gente casa, cada um tem uma cultura e um mundo na própria cabeça, quando surgirem os primeiros conflitos vocês precisam pensar juntos (afinal vocês casaram para fazer as coisas juntos. Ou não?): Como é que eu estou vendo determinada situação e como é que meu parceiro (a) está vendo a mesma situação?

Com isso vocês precisam (juntos) pensar numa nova forma de fazer a mesma coisa que seja vantajoso para os dois.

Para isso vou dar um exemplo que aconteceu comigo.

Eu e meu marido nos casamos e na primeira compra de supermercado cada um pegava um item diferente. Eu só bebia leite desnatado e ele só bebia o integral. Eu só comia biscoito recheado de chocolate e ele só comia biscoito de morango. Isso se repetiu com queijo prato x queijo mussarela, e por aí vai.

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Assim que chegamos em casa o primeiro comentário foi: “Se continuar assim vamos ficar pobres e sem espaço na dispensa. Tudo que a gente come é diferente!”

Nesse momento mundos e culturas totalmente diferentes até que resolvemos construir um mundo novo.

Pensamos e decidimos juntos. Vamos nos adaptar! Vamos comprar só o que agrada os dois. Na próxima compra, levamos um leite semi-desnatado, um biscoito recheado meio a meio (morango e chocolate) e compramos queijo minas. PRONTO! Não agradou totalmente ninguém e nem desagradou ninguém e construímos um novo hábito alimentar. Hoje toda a nossa alimentação mudou e quase nada do que comprávamos no início, compramos agora.

Isso é construir o novo! Isso é casamento onde nenhum dos dois se prevalece e uma nova família se forma. É normal um choque inicial até você entender o outro mundo, transformar e se adaptar ao admirável mundo novo que estão construindo. Tem horas que você vai precisar usar a chave da flexibilidade e deixar que em alguns momentos o mundo do outro prevaleça e vai ter momentos que o inverso também vai precisar acontecer. Afinal, não é sempre que a gente tem um “leite semi-desnatado” (meio termo) para satisfazer os dois. É possível também que você perceba que não quer mudar e que não admite o mundo e a cultura do outro, mas esses casos são raridade. Na maioria das vezes alguns casais só levam mais tempo para entender o outro mundo e perceber que o Conflito começa dentro do nosso mundo.

Onde está o seu Conflito?

Como usar a chave da flexibilidade?

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Quer ajuda para descobrir? Me procura! Eu posso te ajudar!

Sou Gabriela Marques, Coach relacional

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Eu me formei em Jornalismo porque queria mudar o mundo através da comunicação, e por isso sempre quis aprender cada vez mais. Descobri “sem querer” a PNL (Programação Neurolinguística) e o Meta-Coaching e percebi que poderia ir sempre além com o entendimento de como nossa mente, corpo e percepção do mundo funcionam. Aprendi que muitos de nossos problemas começam na forma que a gente se comunica com a gente mesmo, nas crenças que a gente tem sobre o outro. Enfim, a maioria dos conflitos está primeiro na nossa cabeça, depois que ele passa para a “vida real” e toma forma. Com isso, vi solução de muitos dos problemas que enfrentamos utilizando as técnicas que aprendi com a PNL e o Coaching para ajudar as pessoas a transformarem sua forma de comunicar e se relacionar com elas mesmas e o mundo.

One Response to Juntar os trapos… Como é?

  1. Victor disse:

    Muito bom Gabi Marques, Eu e minha noiva adoramos (Y)

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