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13 Dicas Para Permanecer Completamente em Paz Perto de Pessoas Explosivas

10 Dicas para Permanecer Zen Perto de Pessoas Explosivas

Na minha experiência atendendo pessoas para lidarem melhor com suas emoções, não há nada mais complicado na vida do que lidar de perto com pessoas de personalidades explosivas.

Você vê alguém que ama fazendo alguma coisa que definitivamente não aprova, e a primeira coisa que vem à mente é uma reação de raiva, fuga, medo, ira, afastamento, repulsa ou qualquer outro sentimento que cause separação e desidentificação?

Você vê alguém explodindo de mau humor ou contrariado, e também fica de mau humor, contrariado, querendo sair de perto daquela pessoa, porque você não a reconhece?

No fundo, no fundo, descobre que essa pessoa não é quem você imaginava ser. Agora, você não quer nem pensar em ficar por perto.

É compreensível que você queira se afastar dessa pessoa. Afinal, se você acredita em um mundo de gentilezas… Pra que você vai ficar perto de quem não é gentil, que reage de forma desproporcional a pequenos problemas, não é mesmo?

Já vi acontecendo antes. Muitas vezes.

Algo pequeno aconteceu com aquela pessoa, e agora ela está gritando, com raiva, esbravejando, porque perdeu míseros 10 minutos do seu dia com algo que não precisava perder.

Pequenos problemas, grandes explosões.

Reações desproporcionais são horríveis, não é mesmo?

Agora, a mera memória dessa pessoa lhe faz esquentar a cabeça, acelera o seu coração, faz você suar frio.

Faz sentido pra maioria. É o senso comum.

O que fazer para lidar com esse tipo de evento em seus relacionamentos? Aqui estão 13 maneiras de começar a refletir para criar uma realidade diferente:

1. Suas emoções são responsabilidade exclusivamente sua

Se você culpou a outra pessoa pelas emoções tóxicas que são despertadas no seu corpo ao perceber aquela explosão, meu caro… Pare com isso, porque a culpa é toda sua. Você é dono das emoções no seu corpo.

Pare de culpar os outros pelas coisas que você sente. Você é o único responsável por tudo que se passa em seu corpo.

2. Entenda o que há por trás das razões da outra pessoa

Pode ser que para você as reações daquela pessoa sejam desproporcionais. Mas para ela, são perfeitamente razoáveis. Eis uma pessoa que, infelizmente, só se satisfaz despejando cargas emocionais grandes no mundo.

Na verdade, ela pode nem se satisfazer, mas é o que ela aprendeu a fazer, e por enquanto, há razões por trás daquilo. Experimente conversar sobre as motivações dela, sobre o ponto de vista que usou para que ela explodisse daquele jeito. Comece entendendo o que está acontecendo.

3. Aprenda a dar o que ela nunca recebeu

Ao invés de enlouquecer junto daquela pessoa, dê a ela o que ela não recebeu: gentileza no meio dos infortúnios.

Qual é sua capacidade de entregar gentilezas quando se sente extremamente contrariado? É, pode ser difícil demais fazer isso no início. Pode parecer que você está “engolindo sapo”. Mas é parte do processo de aprendizado e desenvolvimento de um relacionamento – e é parte do desenvolvimento de uma vida muito mais satisfatória, emocionalmente, para todos. Para você, principalmente.

Por isso, ofereça a esta pessoa o que ela talvez nunca assumiu: é possível ser gentil, ainda que estejamos frustrados.

Isso não significa que você tenha que aceitar conviver com ela. Significa que você está fazendo o melhor por você e por outra pessoa, no momento – que é manter suas emoções numa boa, mesmo com coisas desagradáveis acontecendo à sua volta.

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4. Ofereça o feedback de maneira adequada, adulta

Atenção… Ser gentil não é ser idiota, nem “otário” incondicionalmente, nem “se fingir de morto”.

Gentileza não é ser “babaca”. É oferecer um tom de voz adequado, e uma conversa adulta sobre o problema em questão. É mostrar que há algo de errado, sem entregar a mensagem com a mesma carga explosiva que você detesta receber.

Se você percebe que alguém que você ama reage desproporcionalmente a pequenos problemas, e o cotidiano é recheado de explosões em gritaria e mau humor de uma hora para a outra, seja firme em sua comunicação.

Seja “calmo, ainda que totalmente firme”, eu diria.

5. Interrompa gentilmente a pessoa até que ela preste atenção em você

Muitas vezes, seu feedback será rejeitado. A outra pessoa não quer saber do que você tem a dizer. Ela vai virar a cara, esbravejar, ironizar sua opinião, dar-lhe as costas, dizer que você está exagerando, que não tem outro jeito, vai querer às vezes comprar uma briga, vai gritar de volta, em um tom mais alto ainda, desdenhar de você, jogar piadas ácidas, te olhar com olhos de menosprezo.

Conheço tudo isso.

Mantenha-se amorosamente e calmamente firme, porque ela até hoje utilizou esse comportamento para fugir do problema real. Ela ainda não reconhece que suas reações são desproporcionais. Ela se recusa a ouvir. Mas a sua calma, sua compaixão e seu amor podem – e vão – levar a ela a mensagem: algo que precisa ser corrigido está acontecendo.

Não deixe que esta pessoa viva sem a oportunidade de ouvir, de fato, que a vida dela pode ser muito melhor sem essa gritaria – e que ela sabe disso, que ela pode ter muito mais prazer, qualidade de vida.

Peça que ela ouça, que olhe nos seus olhos, que fique alguns segundos em silêncio para lhe deixar falar. Se ela lhe der as costas, toque seu braço, puxe levemente, procure estabelecer contato visual. Cuidado, porque neste momento, ela provavelmente vai recusar tudo isso. É extremamente importante que você respire, que seja capaz de manter sua calma persistentemente, muito mais do que essa pessoa é persistente em manter sua fúria por, praticamente, nada.

Seja um agente de mudanças, e você verá que vai valer a pena.

6. Esqueça de si ou dos outros. Mostre as desvantagens que esse comportamento acarreta para a própria pessoa explosiva

Ajude esta pessoa a questionar a qualidade do comportamento que está utilizando. Normalmente, elas estão com o pensamento apenas na situação frustrante, e nunca questionaram antes o quanto as reações são mais problemáticas do que sua própria frustração.

Diga, aos poucos, que reagir daquela maneira pode fazer mal a ela. Que a qualidade de vida dela vale mais do que toda aquela reatividade. Que provavelmente não há problema que valha toda aquela carga emocional. Que o comportamento dela não resolve o problema.

A chave é ter persistência. Nunca é demais comunicar.

7. Não deixe o assunto cair no esquecimento

Pessoas que têm uma índole explosiva muitas vezes têm o hábito de nunca pedir desculpas pelo seu comportamento inadequado. Ao invés disso, elas encontram muitas vezes uma solução “paliativa”, que é fingir que nada aconteceu.

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A famosa “cara de pau”. Bastante comum.

Já presenciei situações onde uma única pessoa foi capaz de estarrecer emocionalmente umas cinco ou seis. Estressou a todos no lugar, foi embora e, passadas meia hora, ela estava de volta, livre, leve, falando com todos como se nada tivesse acontecido.

Conhece alguém que tenha feito isso? Claro que conhece.

A maioria das pessoas age de acordo com o humor dos explosivos. Elas também fingem que nada aconteceu e fingem que estão bem, mesmo que estejam à beira de um ataque de choro, com o rosto vermelho de pressão alta, quase indo para o hospital.

Mas você não vai querer fazer isso. Você não será como as outras pessoas que escondem suas opiniões apenas para não ouvirem mais gritos. Você vai, calma e firmemente, de maneira particular a essa pessoa, avisar, de maneira não agressiva, bem tranquilo, num tom de voz carinhoso:

1 – Que sabe que ela estava frustrada
2 – Que concorda que a situação não foi agradável
3 – Que, mesmo assim, aquele comportamento não era proporcional
4 – Que ela deve desculpas pelo tom de voz e pela maneira como gritou com os outros

Procure não deixar que essa pessoa controle o contexto. Ela precisa se responsabilizar pelo tom de voz que usa, pelos xingamentos, pelos gritos, pelos gestos desrespeitosos. A maneira com que você aumenta suas chances de levá-la a mudar envolve mostrar a ela que é possível ter respeito e gentileza, incondicionalmente.

8. Esteja emocionalmente preparado para a retaliação

Muitas vezes, tentar oferecer feedback adequado pode causar um segundo problema: poucas pessoas gostam de ser criticadas. Por isso, ela agora pode querer “voar” em você, porque além do primeiro problema, ela se sente ofendida porque você está oferecendo feedback a ela.

Pessoas explosivas demais muitas vezes vão dizer que os outros “só gostam de criticar”. É fato que o comportamento explosivo atrai muitas críticas. Para estas pessoas, fica parecendo mesmo que “os outros só gostam de criticar”. Pessoas explosivas se defendem demais, se desculpam demais. Deixam de assumir a responsabilidade pelos seus próprios impulsos.

Ela vai resistir. A chave está em você manter a paz, mesmo com tanta resistência. Aceite que ela está resistente, mas não se deixe perturbar por esta resistência. Leve sua mensagem de maneira tenaz. Faça sua parte. Provavelmente ninguém mais está fazendo da maneira como você faz.

9. Seja Você Mesmo

Muitas pessoas, ao estarem perto de pessoas em seus ataques de fúria, simplesmente fingem que nada está acontecendo. Isso é uma maldade – não apenas consigo mesmo, mas também com estas pessoas, que nunca vão se tocar, se nada for feito.

Portanto, quando estiver na convivência de pessoas que explodem com facilidade, que são temperamentais demais, não se proíba de oferecer suas opiniões de maneira calma, em paz e firme.

10. Lave, enxágue, repita a operação

Com pessoas condicionadas a reações explosivas não se brinca: elas estão muito bem acostumadas a manter suas opiniões, seus hábitos, seus impulsos. Você vai precisar ser mais firme do que esta pessoa… Mas seja carinhosamente firme, porque ela está acostumada a ganhar embates desequilibrando outras pessoas emocionalmente, fugindo do ambiente, mudando de assunto, quebrando objetos.

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Sua missão, então, é ser simplesmente persistente. Terá que lembrá-la de que ela não precisa fazer pirraça para discutir aquilo que desagrada. O maior desafio não é a outra pessoa, mas você mesmo.

Quanta gentileza você é capaz de gerar no meio de uma tempestade? Você provavelmente precisará gerar toneladas de gentileza e carinho.

11. Amnésia é comum

Muitas pessoas nunca vão lembrar do que fizeram de pior nas suas maiores explosões. Isso é comum. Muitas não estão sendo fingidas, nem sonsas. Elas realmente não lembram, às vezes.

Portanto, quando ela disser “eu não fiz isso”, esteja preparado para, calmamente e inabalavelmente, dizer: “sim, você fez, e se não lembra, eu estou aqui pra dizer exatamente o que você fez – para que, da próxima vez, pense duas vezes”.

Amnésia é realmente comum nestes casos, porque estas pessoas não estão treinadas para perceber a si mesmas enquanto fazem estas coisas.

12. Atenha-se primeiro à forma da comunicação, não ao conteúdo

Num primeiro momento, não discuta exatamente o assunto que originou o estresse, ou a explosão. Separe os problemas. Enderece primeiro a maneira como as conversas estão sendo conduzidas, e certifique-se de estabelecer que será bom para todos os lados quando cada adulto aprender a falar com um tom de voz moderado, por exemplo, ou sem xingamentos.

Seja amoroso e firme nesses momentos. Nunca é demais lembrar. Seja amoroso. Ofereça à pessoa o que ela não é capaz de dar, por enquanto.

13. Esta pessoa é mais do que o comportamento que demonstra

O mais importante, ao lidar com pessoas que têm temperamentos explosivos, é não admitir para si que essa pessoa “é” assim.

Recuse-se a jogar o jogo do “nada aconteceu”, e mantenha uma atitude amorosa, levando a pessoa a experienciar críticas construtivas num tom de voz adulto.

Você não precisa fingir que concorda com tudo que essa pessoa diz apenas para não chateá-la. Afinal, se você fizer isso, estará jogando o jogo dos tolos – que foi o jogo que essa pessoa jogou até hoje e que praticamente todos os outros jogaram com ela.

Se você fizer a mesma coisa que todos fazem, essa pessoa estará perdida em um mundo onde as pessoas não querem dizer a ela a verdade: que um temperamento explosivo não é necessário, e que ela pode ter uma vida muito mais em paz consigo e com todos os outros.

Conclusão

Para lidar com pessoas explosivas, é extremamente necessário que você tenha uma inteligência emocional bastante elevada. Para isso, preparamos uma avaliação online, baseada em mais de 1500 horas de atendimentos individuais:

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Abraços,
Rodrigo Santiago.

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Rodrigo é co-fundador do Movimento Espalhe o Amor, com mais de 1 milhão de fãs nas mídias sociais. Com mais de 1500 horas de experiência atendendo clientes individualmente e treinamento em várias cidades do Brasil, Rodrigo é capaz de levar praticamente qualquer pessoa a conquistar o domínio sobre suas próprias emoções em situações complicadas, utilizando para isso apenas o diálogo. É referência entre os profissionais da área e membro do time de liderança da International Society of Neuro-Semantics (ISNS) - uma organização presente em mais de 60 países que redefiniu o que é Desenvolvimento Humano.

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