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10 Pensamentos Infantis Que Criam Ciúmes Doentios

10 Pensamentos Infantis Que Criam Ciúmes Doentios

Um dos maiores venenos para quaisquer relacionamentos são os ciúmes. O medo de que, a qualquer momento, a pessoa com quem você está pode se esgueirar por aí e lhe trair, e você nunca saber. Ciumeira é um dos problemas mais recorrentes com clientes que chegam até as minhas sessões para melhorar seus relacionamentos. Já ouvi os dois lados: dos ciumentos e de quem é alvo dos ciúmes. Aqui estão 7 pensamentos comuns que produzem ciúmes até o ponto “doentio”. Se você se enquadra neles, muito cuidado. Você pode estar colocando seu relacionamento a perder.

1 – Criar cenas de traição em sua mente o tempo todo

Um dos sintomas de ciúmes mais frequentes é, justamente, uma espécie de compulsão por imaginar que a outra pessoa está, por aí, se agarrando com outra pessoa sem que você saiba. Para muitos, não importa o quanto tentem, eles simplesmente não conseguem parar de imaginar estas cenas.

Se você não consegue se desvencilhar destes “filmes mentais”, cuidado… Você pode estar sendo considerado como um ciumento doente pela outra pessoa. Está na hora de mudar.

Com que frequência você se imagina sendo traído? Com que frequência seu parceiro suspeita de traições?

2 – Acreditar que você não merece um bom relacionamento

Minha percepção é de que as pessoas que mais lutam para afirmar a si mesmas como “merecedoras de um bom relacionamento”, e que mais tentam forçar a fidelidade do outro através de “regras de casal” – que ficam mais e mais complicadas de se seguir ao longo do tempo – são as que menos acreditam que não merecem bons relacionamentos.

Pense: que tipo de pessoa tenta evitar a traição a qualquer custo senão aquela que acredita que não é merecedora ou boa o suficiente para ter um bom relacionamento? Esta é, definitivamente, uma das principais “molas propulsoras” dos ciúmes. Quanto mais você dá crédito a esta forma de pensar, mais precisa se cercar de medidas para não ser traído – e mais e mais controle você precisa ter sobre as ações do outro.

E então, o quanto você é capaz, hoje, de entender que realmente merece um relacionamento fiel, estável, saudável?

3 – Imaginar que traição não pode acontecer de maneira nenhuma

Não tem jeito. Traição é um risco em qualquer relacionamento. Infelizmente, para muitas pessoas, reconhecer este risco está longe de ser uma possibilidade. Dói pensar em ser traído. Dói muito, pra muita gente. Se dói apenas pensar em ser traído, que dirá quando a traição realmente acontece? É como um corte profundo na carne.

Pessoas fazem o que querem de suas vidas, e nunca são 100% previsíveis, o tempo todo. É inútil, portanto, imaginar e estabelecer regras irreais, tipo: “traição não pode acontecer na minha vida”. Criar um tabu como este vai apenas fazê-lo imaginar o tempo todo que está sendo traído. É a chave para se criar pensamentos obcecados. É infantil demais bater o pé no chão e dizer a Deus: “traição nunca pode acontecer comigo”.

Crianças lidam com seus desejos com pirraça. Adultos reconhecem quando certas coisas são inevitáveis. Quando criam tabus com relação a traições, a maior parte dos ciumentos vivem cenas de traição em suas mentes durante meses ou anos… E muitas vezes elas nunca acontecem. Portanto, estão sofrendo por antecedência.

Ciumentos vivem um mundo de fantasia, onde estão completamente desconectados da pessoa com quem realmente vivem. Observam seus companheiros como pessoas lascivas, que a qualquer momento vão “pular a cerca”. Nada mais ofensivo e desestimulante para quem recebe estes julgamentos. Nada que torne mais fácil perder o seu amor.

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O quanto você está preparado para enfrentar os riscos reais de uma traição? O quanto você permaneceria inteiro se descobrisse a infidelidade do seu parceiro?

4 – Acreditar que seu relacionamento determina seu valor como ser humano

Pessoas criam suas identidades e senso de valor de todo jeito. Alguns acham que são os bens materiais que têm, outras acham que são a religião que seguem, e os ciumentos acham que eles são os relacionamentos que possuem. O risco de que um relacionamento pode acabar é tão doloroso para um ciumento que ele pode até ameaçar se matar, parar de trabalhar… Só porque outra pessoa não quer mais ficar em suas vidas.

Seu relacionamento não dita quem você é. Relacionamentos influenciam quem somos, mas não determinam, de fato, quem somos ou escolhemos ser. Apenas nós podemos definir quem somos. Se você acredita que você “é” o seu relacionamento, prepare-se para depender dele pelo resto de sua vida, e de viver inúmeras montanhas russas emocionais quando ele estiver em crise.

O quanto seu senso de “eu” é independente do relacionamento que você tem? O quanto você consegue se manter emocionalmente estável dentro das crises? No seu relacionamento, o ciúme e medo da traição evoca muitas brigas que chegam a ser irracionais?

5 – Acreditar que uma possível traição é culpa sua

Muitas pessoas se acreditam tão poderosas que elas invadem a noção de responsabilidade do outro sobre seus próprios comportamentos. Ciumentos são um desses casos. Muitos acreditam que podem ter tanta influência sobre outra pessoa a ponto de evitar que ela o traia. Por isso, qualquer deslize na fidelidade do companheiro é “culpa minha”.

Francamente: que tipo de pessoa pode acreditar que tudo é culpa “dela”, senão aquela pessoa que acredita que os outros não têm escolha e poder sobre seus próprios comportamentos? Novamente, aqui está um tipo de pensamento bem infantil.

Todas as pessoas têm o poder de escolher livremente como agir. Todas. Não adianta, portanto, acreditar que você é o único responsável por uma eventual traição, e que tem que agir o mais rápido possível, de todo jeito possível, cercando todas as hipóteses, para que a outra pessoa não lhe traia.

É possível para você e o parceiro reconhecerem que fidelidade é responsabilidade dos dois, ao invés de um só? Você é capaz de não se culpar, caso seu parceiro cometa um ato de infidelidade?

6 – Imaginar que a outra pessoa está dando espaço para traições

Pessoas ciumentas detesta ver seus parceiros bonitos, bem arrumados, brilhantes, prontos para serem as pessoas que mais chamam atenção em um ambiente. Para eles, isso não é um comportamento de alguém que tenha um relacionamento.

“Isso não é coisa de quem tem namorado”, “esposas não se vestem desse jeito”, “você é pai, por que está perfumado assim?”… Comportamentos típicos de ciumentos. Eles preferem andar com pessoas “enfeiadas” ao seu lado. Preferem diminuir a beleza, deixar seus parceiros trancados em casa, proibi-los de ter vida própria e seus próprios amigos – tudo isso sob a desculpa de que “fazer essas coisas é dar espaço para traições”.

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É mais fácil admitir que gostaria que seus namorados e namoradas vestissem máscaras de ferro e ficassem trancados em masmorras, para que eles entrassem lá e usassem-nos quando lhes fosse conveniente.

Você é capaz de deixar o outro mostrar o melhor de si, sem se sentir ameaçado por isso? Quando seu parceiro realmente brilha, você continua se sentindo seguro, querido, amado, a pessoa mais especial do mundo por ter uma companhia como essa? Ou se sente ameaçado e sob o risco de perder seu relacionamento?

7 – Acreditar que quando terceiros dão em cima, é culpa do seu parceiro(a)

Todas as pessoas sofrem flertes de outras pessoas, inclusive aquelas que têm relacionamentos sólidos, estáveis, fiéis. Não interessa quantas medidas sejam tomadas para evitar flertes, os flertes e cantadas vão chegar.

O ciumento tende a acreditar que, se o parceiro(a) sofreu um flerte – não interessa onde – é porque “a culpa é dele(a)”. Isso reduz o comportamento de todas as outras pessoas a “causados pelo meu parceiro”.

Novamente, aqui o ciumento está distorcendo totalmente a noção do que é um ser humano. Pessoas se interessam por outras. Ponto! Elas livremente paqueram umas às outras. Avaliam umas às outras – seus gostos, afinidades, aparência, gentilezas etc. Se uma namorada vai de burca pra rua, haverá alguém que olhará nos olhos através da burca e dirá: “que olhos lindos!”

Não está sob o poder do ciumento controlar os flertes vindos de terceiros. Infelizmente, eles não só acreditam que isso é possível, como também acreditam que a chave para isso está nas mãos do seu parceiro! Ou seja: “se alguém cantou minha namorada, a culpa é dela”.

Você está pronto para dar a liberdade de terceiros se interessarem pelo seu parceiro? Ou acha que isso é “o fim da picada”, e que seu parceiro deveria fazer algo a respeito?

8 – Querer ser o único na vida da outra pessoa

Aqui, o lunatismo do ciumento chega a níveis muito desproporcionais. Esta pessoa está tão fixada na idéia de um relacionamento perfeito e longe de riscos, que acredita que é possível controlar o relacionamento a ponto de que a outra pessoa o considere “o único”.

Não é possível se tornar “o único” forçando esta opinião cabeça a dentro da outra pessoa. Para se tornar o único, é necessário merecer ser o único. Isso não é uma coisa simples: o mundo está cheio de alternativas. Ponto! Muitas delas envolvem pessoas que não se importam se são ou não “as únicas” na vida desta pessoa com quem o ciumento está.

Por isso, o ciumento coloca seu relacionamento a perder. Ao invés de persuadir, agradar, conquistar, ele age com “mão de ferro” em seu relacionamento. Estabelece limites, tabus, exige declarações, pergunta se é amado o tempo todo… Nitidamente mostrando sua insegurança e afastando cada vez mais a outra pessoa de si.

Você é capaz de reconhecer que está tudo bem se você não é “o único”? Está pronto para conquistar este espaço com naturalidade? Ou sente que precisa “cercar o território”, criando regras e mais regras, dizendo ao outro o que deve pensar?

9 – Querer ser o mais bonito, inteligente, endinheirado, especial, sexy…

Não importa no que você é realmente bom, sempre haverá alguém melhor do que você naquilo. O ciumento, no entanto, quer se estabelecer na vida do seu parceiro(a) como “o mais X”. Tais coisas são impossíveis.

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Se você planejou seu relacionamento para ser tão duradouro enquanto você for o “mais mais” na vida de alguém, prepare-se para perdê-lo assim que outro “mais mais” aparecer. O ciumento que faz isso está provavelmente denunciando como ele próprio gosta de se relacionar e escolher seu parceiro. Ele vai pular do barco na primeira chance.

Você se sente seguro, sabendo que a pessoa que você ama nunca vai trocar você por qualquer opção “lá fora”? Ou percebe que a qualquer momento ele é capaz de pular fora para ficar com uma opção melhor?

10 – Imaginar que outras pessoas não deveriam despertar interesse do seu parceiro(a)

O ciumento acredita, por qualquer motivo mágico, que quando uma pessoa está com ele, ela subitamente deixa seus gostos de lado. Ou seja: minha namorada não pode achar nenhum homem bonito, sexy ou gostoso, porque agora ela está comigo.

A verdade nua, crua e dolorosa é que os gostos não desaparecem apenas porque uma pessoa tem um relacionamento com outra. O choro é livre. Não adianta quantas décadas você possa lutar para que isso aconteça, seu namorado(a) nunca irá deixar de achar outras pessoas bonitas, inteligentes, interessantes, gostosas…

Se você não ouve seu parceiro dizendo estas coisas, não é porque subitamente ele deixou de achar estas coisas. Mas sim porque ele sabe que vai criar um problema com você, caso emita sua opinião sincera sobre alguém.

Você é maduro o suficiente para entender que seu parceiro tem gostos e interesses? Que beleza não se restringe a você, e até mesmo um possível interesse sexual? Tem maturidade o suficiente para aceitar que tesão não é restrito à “caixa” do seu relacionamento, e que seu parceiro(a) pode, sim, achar outra pessoa bonitas, sexy, divertida, agradável sem achar que você vai perder seu amor?

CONCLUSÃO:

Por esse exemplo de 10 tipos de pensamentos comuns, é fácil perceber que ciúme é uma construção mental fundamentada em  infantilidades. São adultos que pararam em estágios de desenvolvimento bem imaturos, acreditando em idéias tão surreais que são equivalentes a fadas, gnomos, unicórnios, coelhinho da páscoa e papai noel.

Se você quer se livrar de crises de ciúme, traga este assunto à tona. É importante se tornar mais adulto o quanto antes – assim o casal se livra das crises de ciúmes e vai viver bem mais feliz.

Se quiser descobrir mais idéias de pessoas que aprenderam a construir relacionamentos mais livres, felizes e muito mais saudáveis, eu o encorajo totalmente a entrar em nossa lista de emails:

http://sejainabalavel.com.br

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Rodrigo é co-fundador do Movimento Espalhe o Amor, com mais de 1 milhão de fãs nas mídias sociais. Com mais de 1500 horas de experiência atendendo clientes individualmente e treinamento em várias cidades do Brasil, Rodrigo é capaz de levar praticamente qualquer pessoa a conquistar o domínio sobre suas próprias emoções em situações complicadas, utilizando para isso apenas o diálogo. É referência entre os profissionais da área e membro do time de liderança da International Society of Neuro-Semantics (ISNS) - uma organização presente em mais de 60 países que redefiniu o que é Desenvolvimento Humano.

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